Autoestima: como vai a sua? Para refletir e agir!

Hey, Habib! É provável que, em algum momento da sua vida, você tenha refletido sobre a situação da sua autoestima. Confira a matéria completa!

Autoestima: como vai a sua? Para refletir e agir!

Hey, Habib! É provável que, em algum momento da sua vida, você tenha refletido sobre a situação da sua autoestima. Em psicologia, autoestima inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo positiva ou negativa em algum grau. Para nos auxiliar, convidamos a psicóloga Mariana Borges, CRP19 – 2844, para nos explicar melhor sobre a temática. Confira!

Individualidade

Autoestima: como vai a sua?
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Segundo a psicóloga Mariana Borges, a autoestima não se refere a beleza, felicidade e muito menos acúmulo de bens materiais. Embora, até hoje, ocorram achismos sobre ela estar relacionada a dinheiro e estética. Mariana diz que a autoestima consiste em um bem estar biopsicossocial, quanto o indivíduo se valoriza e está contente consigo e, dessa forma, possui maior confiança e consistência dos seus atos e objetivos de vida.

Quando falamos em autoestima muitos possuem “réguas imaginárias” que a partir delas iniciam uma medição deturpada sobre o que seria autoestima elevada e autoestima baixa. Primeiramente enquanto Psicólogos Clínicos observamos nossos pacientes como seres únicos, jamais reforçaríamos uma modulação da autoestima que não fosse baseada nas características psicológicas do paciente. A partir de uma avaliação, conhecimento maior do indivíduo e escuta sobre a visão de si e do outro conseguiríamos traçar um norte sobre o nível de autoestima do mesmo”.

Fatores que levam à baixa autoestima

Partindo do princípio de que somos seres diferentes entre si, com variadas vivências, aprendizados, histórias, visões e objetivos, é fácil compreender que não existe apenas um motivo para definir o que levou à sua baixa autoestima. Existem pessoas que a relacionam com perda ou ganho de peso, aprovação social e status. Outras conseguem entender os gatilhos que possam tê-las feito pensar dessa maneira. Para uma compreensão mais aprofundada, recomenda-se um acompanhamento profissional especializado.

Inúmeros fatores podem desencadear uma baixa autoestima na pessoa, mas lembrando que nem todos reagem da mesma forma. O que pode ser um fator desencadeante para uns pode não ser para outros. Por isso a importância do estudo da história do paciente, destaque para as queixas, os medos emitidos nas falas, emoções expostas, pensamentos negativos e crenças já instauradas, por exemplo”.

Um ponto muito positivo consiste na resiliência do mesmo, enquanto crianças seus principais reforçadores da autoestima estão na figura dos pais e durante toda sua vida o indivíduo resgata e reforça sua estima baseando-se em eventos, naquilo que se acredita e naquilo que a sociedade expõe. A autoestima está ligada ao autoconhecimento”, afirma.

Como saber a condição atual da sua autoestima

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Podemos identificar nossa autoestima por meio de psicoterapias, permitindo um olhar para dentro de si. O autoconhecimento permite o aprendizado das suas emoções, qualidades, falhas, medos, anseios e a partir daí o uso consciente e saudável daquilo que o indivíduo tem a oferecer. Após uma avaliação responsável, o indivíduo se permite a uma psicoeducação e autoconsciência sobre a sua estima.

Busca-se uma maior autonomia do eu, desde tomadas de decisões e, até mesmo, a dramatização de futuras cenas que o mesmo possa passar e assim permitir a resposta do mesmo uma vez que ela aconteça. Não há uma receita de bolo, cada um possui um tempo, necessidades e principalmente limites. É um trabalho de formiguinha, o fortalecimento do “eu” do indivíduo”.

Baixa Autoestima relacionada a distúrbios psicológicos como ansiedade e depressão

Alguns distúrbios psicológicos como ansiedade e depressão, por exemplo, são capazes de interferir na estima de um indivíduo, principalmente quando não existe um tratamento especializado, deixando-o mais vulnerável. O excesso de cobranças, comparações e até a inibição do autocuidado, culminam para sinais de baixa autoestima.

Quando há uma presença de patologias mentais o mais indicado é que se mantenha um tratamento ou inicie-se com um profissional especializado. Os sintomas de depressão ou ansiedade são muito latentes, ligam-se diretamente a autoestima pois em grande maioria não permite no indivíduo a autonomia necessária no processo de autoconhecimento e tomada de consciência das suas ações”.

Estes sintomas quando aliados ao tratamento medicamentoso por prescrição de um médico especialista em saúde mental e tratamento psicoterápico, em grande maioria, alcançamos a remissão destes sintomas e assim alcançando um equilíbrio e em consequência elevando a autoestima”.

Ajuda: “Antes de você ser, eu sou”
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A ajuda sempre é bem vinda, quando livre de exemplos pessoais e/ou sem críticas e julgamentos. Uma das maiores dificuldades consiste na comparação da figura de si com a figura do outro. Quando o indivíduo cresceu ou sempre foi motivado na sua educação pautada em comparações, o processo terapêutico pode parecer mais difícil. Usamos tal exemplo, nesse caso, como estímulo para o processo de mudança e autoconhecimento.

Por fim o sujeito precisa respeitar seus limites, valorizar suas fraquezas e potencialidades, reconhecer suas emoções enquanto autor da sua vida, confiar em seus atos e amar a si. Um trecho que gosto muito de uma música da Pitty: “antes de você ser, eu sou”.

Diante da colaboração profissional da psicóloga Mariana Borges, fica claro que a autoestima não está relacionada a algum segredo mirabolante. É justamente a conscientização da sua individualidade que vai te ajudar a viver melhor, livre de comparações, padrões, ou pressões de qualquer natureza.

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