Superação e vida dEFICIENTE com Luana Martini

Hey, Habib! Hoje vamos falar sobre superação e vida dEFICIENTE. Convidamos uma mulher comum, para nos contar como se tornou tão empoderada e inspiradora.

Superação e vida dEFICIENTE com a instablogger Luana Martini

Hey, Habib! Hoje vamos falar sobre superação e vida dEFICIENTE (leia-se vida de eficiente). Convidamos uma mulher comum, como eu e você, para nos contar como se tornou tão empoderada e consegue motivar e inspirar mulheres, enxergando além da sua deficiência física, sem jamais perder sua eficiência. Luana Martini é uma jovem de 22 anos, que perdeu o membro inferior direito em um acidente aos 3 anos de idade, lutou e se realizou como a primeira motociclista deficiente de membro inferior do estado de Sergipe a ter habilitação de moto automática aprovada pelo Detran. Hoje, ela atrai admiradores como instablogger, produzindo um conteúdo autoral que inspira pessoas a questionarem suas verdadeiras limitações e cativando a todos com sua maneira de viver.

Luana, conta pra gente um pouco da sua história de vida pra quem ainda não lhe conhece. Como foi o seu processo de aceitação e empoderamento e como começou a motivar outras mulheres através do seu conteúdo como instablogger?

“Sofri um acidente quando tinha 3 anos e desde então uso prótese. Nunca deixei me abater por isso, meu processo de aceitação e empoderamento começou quando entrei na universidade federal e conheci o feminismo. Tomei coragem e força dos meus familiares, fui a primeira mulher deficiente de membro inferior do meu estado a ter habilitação de moto, pois antes o Detran barrava e todos aceitavam. Comecei a criar um conteúdo que incentiva as pessoas”.

“Quando percebi que estava afetando positivamente muita gente no processo da cnh; aí comecei a ter um retorno bacana. Mulheres deficientes começaram a se sentir representadas e a se aceitarem melhor quando viam meu conteúdo pois passo a ideia de uma vida positiva. Um exemplo, é que algumas meninas tinham muita vergonha de usar shorts e, depois que tiveram acesso ao meu instablog, se sentiram mais à vontade para usar pois viram que eu não me importava com essas besteiras”.

Conta pra gente como está sendo hoje a adaptação com a sua prótese e como foi essa relação desde o início. Como o deficiente pode conseguir essa prótese. é só pagando, o governo oferece? como funciona essa questão?

@luanamartini_

“A adaptação no início é difícil, dolorosa; a gente sente muita dor, por isso é importante o apoio de qualquer pessoa que não te faça desistir. Vai ferir muito, sangrar até calejar e quando você ver ferindo, tem que ficar feliz pois está funcionando. A prótese, o governo oferece; porém uma particular te dá uma mobilidade melhor”.

Cuidar da sua vaidade e autoestima parece fazer toda a diferença no processo de aceitação. O que você mais gosta de cuidar no seu visual e quais dicas de beleza você pode compartilhar especialmente para a mulher que tem algum tipo de deficiência como perda de membros inferiores ou superiores. Aquelas dicas de instablogger

“A primeira coisa é você enxergar a beleza que tem dentro de você, se aceitar e se empoderar; parar de ter vergonha de mostrar a prótese, ter parceiros e amigos que apoiem você a para se sentir mais segura mostrando sua prótese e te ajudando nesse processo. Depois você tem que se arrumar, ver algo que te faz bem. Eu, por exemplo, me sinto empoderada fazendo ensaio fotográfico; sempre que posso tento fazer. Parar de se ver como mulheres perfeitas aquelas que as mídias reproduzem. Se você não se sentir representada, você mesmo tem que ser sua figura representativa. Isso que fiz na minha vida”.

Se você pudesse aconselhar as pessoas a fim de mudar a realidade, de uma sociedade exclusora na qual nos encontramos, sobre como lidar com a deficiência e principalmente sobre como tratar o dEFICIENTE, o que você diria:

  • Para a pessoa com dEFICIÊNCIA: “a primeira coisa é NÃO SE VER COMO COITADINHO; Eu, particularmente, faço isso e o que eu não consigo fazer eu adapto para meu jeito e faço. Tudo é questão de adaptação para o seu jeito e ter força de vontade para não desistir”.
  • Para a família do dEFICIENTE: “MOTIVAR para a pessoa não desistir do processo de aceitação e adaptação à nova vida, porém não o fazendo de coitadinho, nem fazendo tudo para pessoa, mas criando condições para que as mesmas consigam realizar atividades sozinhas”.
  • Para os amigos do dEFICIENTE: “MOTIVAR para a pessoa não desistir do processo de aceitação e adaptação à nova vida porém não fazendo-o de coitadinho e o inserindo na vida social de forma igualitária”.
  • Para a sociedade em geral que o encontra na escola, no trabalho, no transporte coletivo, no supermercado, no shopping, etc: “Respeitar. Não ficar fazendo perguntas e nem com olhares de “curiosidade” do diferente. Adaptação de forma geral para que as pessoas com deficiência sejam mais independentes”.

Que mensagem você poderia deixar para aquela pessoa que se sente incapaz por ter alguma deficiência?

Superação e vida dEFICIENTE com a instablogger Luana Martini
@luanamartini_

As pessoas precisam parar de ver a deficiência como uma limitação e passar a ver como uma motivação para se superar. Tudo é questão de adaptação para seu jeito e ter força de vontade para nunca desistir.

Agora que você conheceu a história de superação e vida dEFICIENTE da Luana Martini, com certeza vai refletir melhor sobre as suas próprias ações e o impacto delas na nossa sociedade exclusora. A conscientização individual de cada um de nós, faz toda a diferença na hora de enxergarmos a eficiência e capacidade apesar da dEFICIÊNCIA de um indivíduo.

Somos nós que abrimos as portas para essa representatividade e empoderamento quando incentivamos, apoiamos e os incluímos nas nossas preferências, no nosso ambiente de trabalho, na mídia e em demais oportunidades. Se curtiu a história dessa instablogger de #vidadEFICIENTE, acompanhe o instagram dela AQUI e para mais conteúdo como esse clique AQUI e acompanhe diariamente a Revista Oka.

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